Como identificar complicações alimentares na infância

Ter um filho, por si só, já é navegar por um mar de dúvidas. Quando as crianças têm alguma complicação alimentar difícil de diagnosticar, então, essas incertezas aumentam. O desafio já começa para descobrir se o filho é sensível, alérgico ou totalmente incapaz de processar certos alimentos ou simplesmente tem cólicas de recém-nascido ou até mesmo pegou uma virose. Acredite, tem virose que dá diarreia e faz a criança defecar com sangue.

Comigo já foi logo no nascimento do meu pequeno (que hoje já não está tão pequeno assim). Na maternidade já teve uma parada respiratória após mamar. Logo desconfiaram de alergia a leite! Depois de uns 5 dias já fazia coco com sangue. Daí o quadro foi só piorando até que descobríssemos quais as proteínas que ele tinha alergia.

O diagnóstico foi demorado pois a alergia dele era não mediada pelo IgE.

Quando uma reação alérgica ocorre, é porque houve resposta imunológica aos anticorpos imunoglobulina E (IgE).

Alergia alimentar não mediada por IgE: É a reação alérgica a alimentos mediada por células e não por anticorpos IgE específicos. O grande diferencial deste tipo de reação clínica é que os sintomas são tardios, podendo aparecer horas ou dias após a ingestão do alimento que a pessoa é alérgica. Como não há produção de IgE, os testes alérgicos que medem a presença de IgE específico no sangue e na pele tendem a ser negativos. Nesses casos, o diário alimentar que comentei (linkar com post diferenças entre alergia ao leite e intolerância a lactose) é muito importante!

Mediadas por IgE ou imediatas: As alergias alimentares mediadas pela IgE, em comparação às não mediadas, são de mais fácil diagnóstico, mas podem ter reações mais severas. Em indivíduos geneticamente predispostos, as reações a exposição a alérgenos alimentares ocorrem dentro de até 2 horas após a ingestão do alimento. As manifestações incluem, dentre outras, urticária e angioedema, hipersensibilidade gastrointestinal imediata, síndrome oral alérgica e anafilaxia.

O diagnóstico do meu filho foi feito por diversos médicos. Primeiro pediatra, depois alergista. Do alergista procuramos um gastro que fez o diagnóstico em conjunto com o pediatra. UFA! Foi um ano difícil.

Ao vir o diagnóstico fiquei perdidinha, mas depois de ler rótulos, o restringir alimentos entra na rotina e as coisas vão ficando mais fáceis. Mas não é tão simples.

Além de mudar utensílios de cozinha, potes de guardar comida, mudei maquiagem, ração de cachorro, produtos de limpeza, até o sabonete íntimo. Mas acreditem, no começo pode parecer que é o fim do mundo, mas depois entra na rotina, achamos tudo o que precisamos, a criança estabiliza e a vida fica mais fácil.

Até a criança entrar na escola né!!! Mas aí é assunto para outro post.

Fontes: Sociedade Brasileira de Alergia Alimentar

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