Inclusão social

Quando se fala no manejo da alergia alimentar, é importante focar, não somente nas medidas preventivas para se evitar uma reação alérgica, mas também, na melhoria da qualidade de vida e nos efeitos psicológicos negativos gerados pela alergia, que precisam ser reconhecidos e cuidados.

É preciso buscar maneiras de incluir socialmente a criança nos mais diversificados contextos. E para que esta inclusão seja bem-sucedida, o primeiro passo é trabalhar a questão da alergia de maneira sincera e natural dentro de casa e com toda a família.

Em um primeiro momento, quando a criança se encontra nos seus primeiros anos de vida, a exclusão social decorrente da alergia é sentida principalmente pelos pais. Conforme os anos passam, a criança começa a sentir os efeitos da sua alergia, o que irá refletir-se diretamente em suas relações sociais. Daí a necessidade de conversar com ela de forma transparente sobre a sua condição, e não tornar a alergia um assunto tabu; ao contrário, deve-se passar o máximo de informações para que a criança não se sinta inferior, menosprezada ou excluída.

Não supervalorize a alergia: procure agir de forma natural, sem extremismos, para que a criança não seja superprotegida. Explique os motivos pelos quais ela não pode consumir determinados alimentos e mostre a ela opções e alternativas ao alimento excluído.

Busque o equilíbrio e não foque na problemática, mas nas soluções. Na escola, por exemplo, onde muitas vezes será necessário conversar com diretores sobre o problema de saúde da criança, busque soluções em conjunto. E atente-se a faixa etária: a dinâmica de interação social é diferente para cada grupo e, portanto, a estratégia usada para garantir a inclusão das crianças alérgicas também deve ser diferente.

O importante é que a criança se sinta incluída socialmente e encare sua situação com responsabilidade e de maneira mais natural.

 

Fonte : Põe no rótulo

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